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17/05/2017
Diabetes Causa e tratamento
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17/05/2017

diabetes

De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, nos dias de hoje, no Brasil, há mais de 13 milhões de indivíduos vivendo com a enfermidade, o que representa 6,9% da população. E, lamentavelmente, este número está aumentando.

A seguir, esclarecemos as principais dúvidas sobre a diabetes, para que você possa conhecer , proteger-se e/ou relacionar-se com ela, transformando-a em uma razão a mais para olhar com amor para sua saúde.

O que é diabetes mellitus?

O diabete mellitus é uma síndrome caracterizada pelo abundância de açúcar no sangue, seja pela baixa fabricação de insulina no corpo ou pela inabilidade de a insulina atuar sua função nas células, causando uma elevação atípica da glicemia.

A insulina é um hormônio liberado pelo pâncreas e possui papel essencial no controle da glicemia, uma vez que é ele quem estimula a chegada do açúcar nas células, no qual será metabolizado e adaptado em energia ou armazenado no formato de gordura. No momento em que o hormônio é liberado em porção satisfatória, porém não pode agir adequadamente nas células, este processamento é denominado como resistência à insulina, e pode apontar o início da enfermidade, evoluindo para diabetes.

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Tipos de diabetes

Há distintos tipos de diabetes, entenda cada um deles:

Diabetes tipo 1: essa forma de diabetes acontece pela disposição genética, no qual o corpo passa a criar anticorpos em oposição a as células do pâncreas que produzem insulina, com isto, há um grande desequilíbrio no controle da glicose, já que acontece redução na eficácia de criar o hormônio. Se manifesta, geralmente, na infância e adolescência, porém pode acontecer em adultos similarmente. O controle é realizado com insulina, exercício físico e reeducação alimentar. O consumo de remédios pode ser recomendado, em alguns casos.
Pré-diabetes: é um termo empregado para definir os indivíduos que também não foram diagnosticadas, porém apresentam mudanças nos graus de glicemia e são capazes de se converter diabéticas. Este aprendizado pode ser revertido com o controle de peso, a realização de treinos e alimentação equilibrada, com diminuição no uso de carboidratos refinados.

Diabete tipo 2: é mais comum em pessoas acima de 50 anos, com sobrepeso ou obesos, alterações no colesterol ou na pressão arterial e pode acontecer tanto pela fabricação deficiente de insulina pelo pâncreas, como pela baixa efetividade da insulina nas células, processamento conhecido por de resistência à insulina. O alto uso de carboidratos refinados e açúcar no decorrer da vida pode fazer uma sobrecarga no pâncreas, por causa de à alta fabricação do hormônio para adaptar os níveis do organismo, prejudicando a fabricação natural, e, assim, evoluindo para diabetes. É o tipo mais comum, representando por volta de 90% de todos os casos de diabetes e, ainda que seja mais comum em adultos, do mesmo modo pode afetar crianças. É tratada geralmente com remédios, porém pode ser preciso o consumo de insulina, além de alimentação equilibrada e treinos físicos.

Diabetes gestacional: ocorre ao longo do ciclo da gestação, especialmente depois de do sexto mês, devido às modificações hormonais comuns desse ciclo e improvavelmente apresenta sinais, sendo diagnosticado por intermédio de exames de rotina. Pode ser contido a partir de uma alimentação balanceada e exercícios físicos, de acordo com liberação médica e, caso essas ações não sejam suficientes, pode ser recomendado o consumo de remédios. Os elementos de perigo para o progresso de diabetes gestacional são:

  • Idade materna avançada
  • Ganho excessivo de peso durante a gravidez
  • Obesidade
  • Histórico familiar
  • Diabetes gestacional anterior

Uma das possíveis complicações do diabetes gestacional para o bebê é o parto prematuro e o risco de peso excessivo ao nascer. Para a mãe, é a maior perspectiva de tornar-se diabética tipo dois após o parto. Porém, com o controle adequado da doença, os riscos são baixos, e além disso, o recurso da amamentação reduz as chances de desenvolvimento de diabetes após o parto.

Existem outros tipos de diabetes menos comum, causados por alterações genéticas na produção ou ação da insulina, câncer no pâncreas, pancreatite, uso de alguns tipos de medicamentos, como os corticoides.

Sintomas da diabetes

Os sintomas da diabetes são capazes de diversificar de acordo com o tipo, todavia os mais comuns são:

  • Rápida perda de peso
  • Vontade de urinar diversas vezes
  • Fadiga
  • Visão turva
  • Formigamento nas pernas e nos pés
  • Sede constante
  • Fome excessiva

Como diagnosticar diabetes

O diagnóstico de diabetes poderá ser feito através de exames de sangue que avaliam a glicemia em jejum e dois horas após sobrecarga de uma solução de glicose. Os exames são capazes de ser repetidos em outros dias pra realização do justo diagnóstico.

Os valores de referência considerados normais são de 70 a 100mg/dL. A partir de 100mg e até 126mg/dL em jejum, já é considerado glicemia alterada.

O diabetes é diagnosticado a começar por 126mg/dL em jejum, em exames repetidos mais de uma vez, podendo ou não ter sintomas associados.

É possível realizar testes rápidos para analisar os níveis de glicose no sangue, que podem ser feitos em postos de saúde ou até mesmo em casa, relevantes pra acompanhamento da doença e avaliar a eficácia dos remédios e mudanças no estilo de vida. É preciso apenas uma gota de sangue do dedo e o resultado sai em poucos minutos.

Fatores de risco para diabetes

Por ter influência genética, ainda não se sabe ao certo quais os fatores de risco para o desenvolvimento de diabetes tipo 1.

Já o diabetes tipo 2 está associado com excesso de peso ou obesidade, ter histórico de diabetes na família ou diabetes gestacional, ter colesterol elevado ou pressão alta, fazer uso crônico de medicamentos à base de glicocorticoides, ter síndrome do ovário policístico, entre outros.

Como tratar diabetes

No diabetes tipo 1, em que há ausência de insulina, é indicado fazer a reposição por meio de aplicações do hormônio diretamente no tecido subcutâneo com pequenas agulhas. Nesses casos, é importante sempre fazer um rodízio dos locais de aplicação para que não haja complicações na pele, como enrijecimento em alguns pontos. A insulina pode ser aplicada no abdômen, nas coxas ou nos braços.

A aplicação de insulina também pode ser indicada no tratamento para diabetes gestacional e em alguns casos, no diabetes tipo 2, quando a glicemia não é controlada com uso dos medicamentos de uso oral.

No quadro de diabetes tipo 2, a primeira opção de tratamento é com os medicamentos, que auxiliam na manutenção dos níveis normais de glicose.

Após o correto diagnóstico, o diabetes também pode ser controlado através da prática de exercícios físicos orientados e um planejamento alimentar adequado. Além disso, é importante continuar o acompanhamento médico e nutricional, para avaliar a eficácia do tratamento e prevenir complicações.

Dieta para diabetes

Os carboidratos possuem grande efeito nos níveis de glicose sanguínea, por isso, uma das prioridades da dieta para diabetes é controlar o índice glicêmico dos alimentos consumidos, para que tenham pouco impacto na glicemia.

A contagem de carboidratos também é muito utilizada para o controle do diabetes, principalmente para quem utiliza insulina, pois permite ajustar a dose de acordo com a quantidade de carboidrato ingerida em cada refeição, evitando tanto a hiper, quanto a hipoglicemia, além de permitir maior flexibilidade na dieta.

Cuidados

  • Evitar hiperglicemia: quando os níveis de glicose aumentam muito podem gerar complicações, como coma diabético;
  • Evitar hipoglicemia: pode ocorrer após aplicação incorreta da insulina, e causar tontura, desmaio, suor excessivo, fraqueza, entre outros.
  • Evitar andar descalço e o uso de sapatos que machuquem os pés
  • Restringir a ingestão de bebidas alcoólicas
  • Cuidar da saúde bucal e dos olhos
  • Não permanecer muito tempo em jejum
  • Substituir o açúcar por adoçantes, como o stevia
  • Sempre seguir as orientações médicas quanto ao uso dos medicamentos

Complicações

  • Doenças renais: devido a uma sobrecarga nos rins, prejudicando a filtração adequada e gerando lesões. Em quadros graves, pode ser necessário a realização de transplantes ou hemodiálise.
  • Problemas nos pés: com a dificuldade de cicatrização causada pelo excesso de açúcar, pequenos machucados podem evoluir para complicações que levam a necessidade de amputação do membro.
  • Problema nos olhos: as complicações comuns são retinopatia, glaucoma e cataratas, que podem gerar a perda de visão.
  • Problemas cardiovasculares: quando associado com outros fatores de riscos, como colesterol elevado, obesidade e pressão alta, pessoas com diabetes tem mais chances de terem enfartes ou AVC (acidente vascular cerebral ou derrames).
  • Neuropatia diabética: comprometimento dos nervos, gerando sintomas como formigamento e dormência nas mãos e pês.

É importante ressaltar que todas as complicações do diabetes podem ser prevenidas e que nem todas as pessoas que convivem com a doença vão desenvolver algum desses problemas associados.

Pergunta frequentes sobre diabetes

Como prevenir diabetes?

A melhor maneira de prevenir o diabetes é manter o peso adequado, praticar exercícios físicos e manter uma alimentação saudável

Diabético pode consumir mel?

Não. O mel, assim como o açúcar mascavo e demerara, são ricos em sacaroses, por isso devem ser evitados. As melhores opções são os adoçantes, como stevia e xilitol.

Por que a insulina não pode ser consumida?

Se a insulina for consumida, será digerida no estômago e perderá sua ação, por isso deve ser aplicada, tendo sua estrutura preservada e sua ação preservada.

Diabetes é contagiosa?

Não! Diabetes não é transmitido de pessoa para pessoa, sendo uma doença metabólica.

Diabetes causa impotência sexual?

Uma das complicações do diabetes é a neuropatia, que pode comprometer os nervos na região genital e causar a impotência.

SAIBA MAIS
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Diabetes tem cura?

Não, mas é possível conviver bem com a doença, mantendo os níveis de glicose dentro dos padrões normais.

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